Anlodipino – Bula, Efeitos Colaterais, Contraindicações e Posologia

Problemas de coração e pressão são comuns no cotidiano. Seja por má alimentação, estresse ou a sua própria condição física, são muitas pessoas que sofrem com esse mal. Felizmente hoje em dia esses são problemas contornáveis, pois há medicamentos que foram desenvolvidos apenas para trata-lo. Conheça um pouco sobre um deles: o Anlodipino.

Para que serve o Anlodipino (indicação)

O besilato de anlodipino (Anlodipino) é sempre a primeira escolha para o tratamento de:

  • hipertensão (pressão alta) e angina de peito (dor no peito, por doença do coração) em decorrência à isquemia miocárdica (falta de sangue no coração).

Como a falta de sangue no coração ou a mudança de pressão traz instabilidade para o corpo e seu organismo, é sempre essencial manter o controle máximo. O Anlodipino é o medicamento que irá solucionar esse problema.


Ele pode ser administrado a só ou em combinação com outros medicamentos que são utilizados para tratar as mesmas condições acima.

Como funciona o Anlodipino

O anlodipino, princípio ativo homônimo do medicamento, interfere no movimento do cálcio para dentro das células cardíacas, assim como faz na musculatura dos vasos sanguíneos. O resultado dessa ação é que o anlodipino relaxa os vasos sanguíneos responsáveis por irrigam o coração e o resto do corpo. Quando ocorre isso, há o aumento da quantidade normal de sangue e oxigênio para o coração. Isso faz com que haja a redução da carga de trabalho do coração e relaxamento dos vasos sanguíneos, permitindo que o sangue passe através deles com maior facilidade.

Quando há pressão arterial alta, ela faz com que o coração e as artérias se sobrecarreguem de trabalho. A longo prazo, o coração e as artérias param de funcionar adequadamente.

Como resultado, podem ocorrer danos aos vasos sanguíneos do cérebro, coraçãoe rins, podendo ocasionar em:

  • derrames, insuficiência cardíaca e renal e ataque cardíaco.

O início da ação anti-hipertensiva deste medicamento ocorre entre 24 e 96 horas.

Como usar o Anlodipino (posologia)

Pressão altaAnlodipino comprimido deve ser sempre ingerido com líquido o suficiente para deglutição, com ou sem acompanhamento de alimentos.

No tratamento da hipertensão e da angina, a dose comum que se deve iniciar é de 5 mg uma vez ao dia. Ela pode ser aumentada para até 10 mg/dia, de acordo com a resposta individual do paciente.

Em pacientes idosos, não é necessário nenhum ajuste de dose. As mesmas orientações aos adultos servem para os idosos. O uso em crianças não possui eficácia e segurança estabelecidas.

O uso em pacientes com insuficiência hepática deve ser feito com cuidado. Já o uso em pacientes com insuficiência renal pode ser empregado nas doses habituais.

Composição

Cada comprimido de Anlodipino possui 6,9 mg de besilato de anlodipino (5 mg de anlodipino base) ou 13,9 mg de besilato de anlodipino ( 10 mg de anlodipino base). Além disso, há seus excipientes. São eles: celulose microcristalina, fosfato de cálcio dibásico, estearato de magnésio e amidoglicolato de sódio.

Contraindicação

Anlodipino possui poucas contraindicações. Apenas não faça uso de Anlodipino caso você tenha hipersensibilidade a qualquer componente da fórmula.

Efeitos colaterais do Anlodipino

As reações adversas de Anlodipino observadas foram:

  • Cardíaco: palpitações.
  • Sistema nervoso: dores de cabeça, tontura, sonolência.
  • Vascular: rubor (vermelhidão).
  • Geral: edema (inchaço), fadiga (cansaço).
  • Gastrintestinal: dor abdominal, náusea (enjoo).

Já os efeitos colaterais menos comuns são:

  • Metabolismo e Nutrição: hiperglicemia (aumento de glicose no sangue).
  • Sistema Sanguíneo e Linfático: leucopenia (redução de células de defesa no sangue), trombocitopenia (diminuição das células de coagulação do sangue, as plaquetas).
  • Psiquiátrico: insônia (dificuldade para dormir) e humor alterado.
  • Olhos: deficiência visual.
  • Sistema Nervoso: hipoestesia (diminuição da sensibilidade), hipertonia (aumento da contração muscular), parestesia (dormência e formigamento), síncope (desmaio), neuropatia periférica (doença que afeta um ou vários nervos), disgeusia (alteração do paladar), transtorno extrapiramidal e tremor.
  • Ouvido e Labirinto: tinido (zumbido no ouvido).
  • Respiratório, Torácico e Mediastinal: tosse, dispneia (falta de ar), rinite (inflamação da mucosa nasal).
  • Vascular: hipotensão (pressão baixa), vasculite (inflamação da parede de um vaso sanguíneo).
  • Gastrintestinal: mudanças nos hábitos intestinais, dispepsia (má digestão, incluindo gastrite [inflamação do estômago]), boca seca, aumento das gengivas, vômito e pancreatite (inflamação no pâncreas).
  • Músculo-esquelético e Tecido Conjuntivo: artralgia (dor nas articulações), dor nas costas, espasmos musculares, mialgia (dor muscular).
  • Renal e Urinário: poliúria (aumento da frequência urinária), distúrbios urinários, noctúria (aumento da frequência urinária à noite).
  • Sistema Reprodutivo e Mamas: ginecomastia (aumento da mama em homens), disfunção erétil (impotência).
  • Pele e Tecido Subcutâneo: alopecia (perda de cabelo), púrpura (manchas causadas por extravasamento de sangue na pele), hiperidrose (aumento de sudorese/transpiração), urticária (alergia da pele) e alteração da cor da pele.
  • Investigações: aumento/redução de peso.
  • Geral: astenia (fraqueza), mal estar, dor.

Há também relatos de situações raras, como:

  • AnlodipinoPrurido (coceira), angioedema (inchaço das partes mais profundas da pele ou da mucosa, geralmente de origem alérgica), rash (vermelhidão da pele) e eritema multiforme (manchas vermelhas, bolhas e ulcerações em todo o corpo).
  • Casos de hepatite (inflamação do fígado), elevações de enzimas hepáticas (do fígado), icterícia (coloração amarelada da pele e mucosas por acúmulo de pigmentos biliares), colestase (parada ou dificuldade da eliminação da bile).
  • Infarto do miocárdio (morte de células do músculo cardíaco em decorrência da falta de sangue), bradicardia (diminuição dos batimentos cardíacos), arritmia (alteração do ritmo do coração), taquicardia ventricular (aceleração dos batimentos cardíacos), dor torácica e fibrilação atrial (tipo de alteração do ritmo cardíaco).

Precauções

Se você sofre com insuficiência hepática (falência da função do fígado), o anlodipino precisa ser obrigatoriamente administrado com cuidado. Caso sofra de insuficiência cardíaca de origem não isquêmica, o anlodipino também deve ser administrado com cuidado.

Utilize esse medicamento apenas por via oral.

Superdosagem

Caso haja caso de superdosagem, alguns sintomas podem ocorrer. Vasodilatação periférica, taquicardia reflexa, hipotensão prolongada e acentuada são alguns deles, que podem ser fatais.

A administração de carvão ativado até 2 horas após a superdosagem pode ajudar a diminuir a absorção do anlodipino. Dependendo da situação, o médico poderá proceder com lavagem gástrica. Outras medidas podem ser tomadas pelo médico, como a administração de um vasoconstritor para recuperação da pressão arterial.

Interação do Anlodipino com outros remédios

O anlodipino pode ser administrado com segurança junto com os seguintes medicamentos:

  • diuréticos tiazídicos; alfa-bloqueadores; betabloqueadores; inibidores da enzima conversora da angiotensina; nitratos de longa ação; nitroglicerina sublingual; anti-inflamatórios não esteroides; antibióticos e hipoglicemiantes orais. Além disso, há estudos que desmontram que o anlodipino não interage com digoxina, varfarina, fenitoína ou indometacina.
  • A cimetidina, sildenafila e antiácidos contendo alumínio e magnésio não interferem com besilato de anlodipino. Assim como atorvastatina, etanol (álcool), digoxina e varfarina.

Sobre os que interagem:

  • A dose de sinvastatina precisa avaliada (caso utilize 20 mg anlodipino diariamente), pois aumenta a exposição à sinvastatina.
  • A administração com grapefruit/suco de grapefruit, pois os efeitos de besilato de anlodipino podem ser reduzidos.
  • A utilização de medicamentos inibidores (cetoconazol, ritonavir, itraconazol e claritromicina) ou indutores (rifampicina, Hypericum perforatum) de CYP3A4 deve ser feita com cautela.
  • Há risco de aumento de tacrolimo no sangue quando coadministrado com besilato de anlodipino.

ArmazenamentoComprimidos

Este medicamento precisa ser armazenado em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC) e sempre protegido da luz e umidade.

As datas de fabricação e validade, assim como o número do lote estão na embalagem.

Anlodipino se apresenta nas seguintes formas:

  • anlodipino 5 mg: biplano, circular, comprimido branco, com bordas chanfradas, sulcado em uma face e com logotipo Medley na outra e em formato sextavado.
  • anlodipino 10 mg: circular, comprimido branco, biplano, liso em uma face e gravado Medley na outra e com bordas chanfradas.

Preço do Anlodipino e onde comprar mais barato

Anlodipino é de uso adulto e oral. Fabricado pelo laboratório Medley, ele é comercializado em embalagens com 30 comprimidos de 5 mg ou 10 mg.

A embalagem de 5 mg pode ser encontrada entre R$ 20 e R$ 30, de acordo com farmácia e região. Mas nas farmácias populares sai por menos de R$ 10.

Já a embalagem com os comprimidos de 10 mg pode ser encontrada por uma média de R$ 50, também de acordo com farmácia e região.

Pergunta dos leitores

Quais os nomes comerciais do Anlodipino?

Anlodipino possui muitos similares e que possuem diversos nomes comerciais. Mas com a mesma fórmula, há apenas dois nomes comerciais. São eles: Norvasc e Cordarex.

Anlodipino engorda?

Há estudos que tentam entender a relação do Anlodipino com o aumento ou diminuição de peso. Isso porque alguns casos foram relatados. Apesar disso, ainda não há nenhuma relação direta nem indireta. Nada em sua composição faz alterar o peso ou o apetite do paciente.